Nós pensamos que controlamos as coisas que acontecem. Vou contar uma coisa que me fez parar pra pensar e eu, que sou cética em muitas aspectos, estou chegando a conclusão de que não sou tão dona dos fatores que vem desenhando meu caminho.
Quando se aproximou o período do vestibular eu tive muitas dúvidas quanto à carreira que eu seguiria. Minha maior preocupação é ser útil de alguma forma para a sociedade. Não é um clichê. Eu realmente penso que ser ativo é um passo importante, se quisermos ver mudanças algum dia. Reclamar atrás da tela do computador, ao contrário do que muitos parecem pensar, não é uma atitude efetiva (mas esse é assunto pra outro dia).
Pensando nisso e nas disciplinas que - apesar de não serem as que possuo maior facilidade - me agradam mais, eu escolhi a Engenharia Ambiental. Profissão incrível, por todas as possibilidades que me traz enquanto futura agente na humanidade. Fiz as provas de vestibular, focando principalmente em duas Universidades Federais. Ambas com ótima qualidade de ensino, entretanto, meu espírito competitivo e perfeccionista ficou insatisfeito quando fui aprovada apenas na 2ª melhor opção no meu estado, e não na melhor. E por muito tempo fiquei, de certo modo ressentida com isso, e pensando nos porquês e vendo quanta gente que eu julgava que não merecia aquela uma, UMA VAGA que faltou pra mim. E por um semestre inteiro na nova universidade eu ainda pensava nisso. Quando finalmente me resignei, uma nova/velha amiga minha pulou na minha frente. A dança. Eu amo dançar. Sem explicações, é simplesmente amor.
Por falta de tempo, dinheiro e outros interesses acabei parando a dança por 2 anos. E só quando eu voltei, vi tudo que eu tinha perdido. Talvez por esse mesmo motivo, desde que voltei a ter aulas, me entreguei como nunca. Estando há quase um ano fazendo o ciclo básico da engenharia, me esqueci como era isso. Sentir muito e pensar pouco. Na primeira aula quase não pude conter minha felicidade. E desde então, tenho estado muito feliz. Durante o recesso na faculdade, pude me dedicar mais à dança. E aí as coisas começaram a se complicar. E tudo aquilo que se diz sobre "seguir seus sonhos", "fazer o que você ama", veio à tona. E cá estou, soterrada de dúvidas. E pensando em como as coisas se desenrolaram. E em como toda a minha indignação por não ser selecionada naquela universidade, foi insensatez da minha parte. E que, com certeza, se aquela uma vaga,por algum motivo, não tivesse sido preenchida, eu hoje estaria na melhor universidade do meu estado, mas muito distante de qualquer possibilidade de reaproximação com a dança. Será o acaso?
Todavia, apesar de eu, nesse momento, estar acreditando no "destino" ainda acho que nós devemos sempre tomar partido e sermos ativos. E aí fica a dúvida, o que fazer do meu caminho? Por enquanto, gosto de pensar nestes dois focos como razão e emoção. Os dois juntos equilibram a minha balança, mas um dia ela há de pender pra um lado. Vamos torcer para que seja o certo.

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