domingo, 25 de novembro de 2012

Rumo

Estabilidade. O que é? Bem, acredito que muitas pessoas diriam que estar em uma boa universidade, em um curso bem conceituado, ter uma família nos padrões da normalidade, morando em um bom apartamento, tendo condições financeiras suficientes para estar confortável, com amigos e um namorado incrível. E uma vida cheia de perspectivas. Uma pessoa assim, não deveria se sentir infeliz em momento algum. Eu posso dizer, entretanto, que essa pessoa está mais perdida do que em todos os momentos incertos em que já esteve até então. Meu ponto de vista é excelente. De repente (quase) tudo parece estranho. Fora do lugar. E mesmo que tudo pareça certo, as peças não se encaixam. E tudo parece rodar. E aí vem a insatisfação. E da insatisfação vem agonia. E da agonia...a  necessidade da mudança. Mas mudar a rota? É seguir pra onde? E se nesse caminho for muito ingrime ou pior ainda, se tiver um grande muro no fim do mesmo, impedindo a continuidade? Essa pessoa pertence a diversos lugares e ainda assim, não pertence a lugar algum. Uma vez essa pessoa ouviu dizer que felicidade não é o lugar e sim o caminho. Talvez toda essa inquietude não seja loucura, mas sim humanidade.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O acaso não(?) existe

Nós pensamos que controlamos as coisas que acontecem. Vou contar uma coisa que me fez parar pra pensar e eu, que sou cética em muitas aspectos, estou chegando a conclusão de que não sou tão dona dos fatores que vem desenhando meu caminho.

Quando se aproximou o período do vestibular eu tive muitas dúvidas quanto à carreira que eu seguiria. Minha maior preocupação é ser útil de alguma forma para a sociedade. Não é um clichê. Eu realmente penso que ser ativo é um passo importante, se quisermos ver mudanças algum dia. Reclamar atrás da tela do computador, ao contrário do que muitos parecem pensar, não é uma atitude efetiva (mas esse é assunto pra outro dia). 

Pensando nisso e nas disciplinas que - apesar de não serem as que possuo maior facilidade - me agradam mais, eu escolhi a Engenharia Ambiental. Profissão incrível, por todas as possibilidades que me traz enquanto futura agente na humanidade. Fiz as provas de vestibular, focando principalmente em duas Universidades Federais. Ambas com ótima qualidade de ensino, entretanto, meu espírito competitivo e perfeccionista ficou insatisfeito quando fui aprovada apenas na 2ª melhor opção no meu estado, e não na melhor. E por muito tempo fiquei, de certo modo ressentida com isso, e pensando nos porquês e vendo quanta gente que eu julgava que não merecia aquela uma, UMA VAGA que faltou pra mim. E por um semestre inteiro na nova universidade eu ainda pensava nisso. Quando finalmente me resignei, uma nova/velha amiga minha pulou na minha frente. A dança. Eu amo dançar. Sem explicações, é simplesmente amor. 

Por falta de tempo, dinheiro e outros interesses acabei parando a dança por 2 anos. E só quando eu voltei, vi tudo que eu tinha perdido. Talvez por esse mesmo motivo, desde que voltei  a ter aulas, me entreguei como nunca. Estando há quase um ano fazendo o ciclo básico da engenharia, me esqueci como era isso. Sentir muito e pensar pouco. Na primeira aula quase não pude conter minha felicidade. E desde então, tenho estado muito feliz. Durante o recesso na faculdade, pude me dedicar mais à dança. E aí as coisas começaram a se complicar. E tudo aquilo que se diz sobre "seguir seus sonhos", "fazer o que você ama", veio à tona. E cá estou, soterrada de dúvidas. E pensando em como as coisas se desenrolaram. E em como toda a minha indignação por não ser selecionada naquela universidade, foi insensatez da minha parte. E que, com certeza, se aquela uma vaga,por algum motivo, não tivesse sido preenchida, eu hoje estaria na melhor universidade do meu estado, mas muito distante de qualquer possibilidade de reaproximação com a dança. Será o acaso? 

Todavia, apesar de eu, nesse momento, estar acreditando no "destino" ainda acho que nós devemos sempre tomar partido e sermos ativos. E aí fica a dúvida, o que fazer do meu caminho? Por enquanto, gosto de pensar nestes dois focos como razão e emoção. Os dois juntos equilibram a minha balança, mas um dia ela há de pender pra um lado. Vamos torcer para que seja o certo.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Cansaço

Eu sou uma pessoa insistente. Isso é um fato. Só que em alguns momentos, ultimamente constantes, eu me sinto fraca. Eu procuro dar o meu melhor, sempre. Mas e quando " o seu melhor não é bom o suficiente"? O que se faz? Tenho entendido muito pouco de tudo. De pessoas, de cálculos, de política, de mim. Principalmente de mim. Não sei mais o que é certo, não sei mais como agir. Estou tão tensa ao desabafar aqui, que meus dedos estão trêmulos. Nervosos por ter essa chance de dizer aqui, tudo que eu não consigo explicar pra ninguém. Estou desapontada, com as pessoas. Com os interesses, com as mentiras, com os falsos sorrisos. Queria poder viajar, e fingir que o resto do mundo não existe, mas eu não posso. A cada dia mais e mais responsabilidades se amontoam sobre os meus ombros e eu a cada dia estou mais estratificada. Não sei que tipo de efeito toda essa pressão terá sobre mim. Se vou explodir como um vulcão, ou se finalmente vou me transformar num lindo diamante.