Hoje eu estou aqui para contar uma experiência incrível vivenciada este fim de semana. Às vésperas de completar o meu décimo sétimo outono de vida, recebi uma dos melhores presentes imagináveis: dois dias de liberdade, de suor, de felicidade plena, ou seja, dançar.
Eu me sinto como alguém sob o efeito de drogas e o pior é que estou irremediavelmente viciada.
Todo o processo de entorpecimento é iniciado no alongamento: um breve aviso ao corpo de que a festa vai começar. Posteriormente vem a etapa em que a razão não é deixada para trás, nesse momento começam os efeitos alucinógenos: a movimentação quase involuntária do corpo, os sons, as batidas, o timbre da voz do cantor, tudo leva ao movimento. Não um movimento qualquer, mas aquele que traduza a leveza ou a brutalidade da música, a doçura ou o rancor das vozes. É um frenesi.
Nós, dançarinos, e a música amalgamados de tal forma que não podemos existir individualmente. Nos juntamos e então faz-se a dança. Estamos tão unidos que muitas vezes um aparelho não é necessário para ouvirmos os sons, pois estes são reproduzidos automaticamente em nossas mentes, ininterruptamente.
A alegria e o ânimo são tão intensos que beiram a loucura. Por isso acredito que essa minha paixão é muito mais do que um simples hobby, ou um exercício, é a melhor e mais eficiente droga já inventada.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
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