Essa semana me assustei. O motivo? Principalmente a descoberta dos olhos, dos verdadeiros olhos. Não aqueles que enxergam as roupas, os rostos, as ruas; mas sim aqueles que enxergam a vida, em toda a sua plenitude e complexidade.
Percebi que eu estou amadurecendo, entendendo. E então veio a insegurança o medo da escolha de uma profissão, se terei prosperidade, se serei competente, se serei feliz. Percebi os meus erros, que eu cometo desde de sempre, mas com esse olhos cegos nunca enxerguei. Percebi que todos os dias faço promessas, e no fim do dia nenhuma delas foi cumprida. E o pior de tudo é se decepcionar, consigo mesmo.
A realidade. A velocidade com que o mundo gira, sem se importar se você acompanha ou não. A hipocrisia de algumas pessoas. A bondade sincera de algumas raras. A descoberta dolorosa do que é refletir. Mergulhei na histeria, nas lágrimas, na inconformação. Eu, na minha ingnorância, me desesperei. E depois de toda exaltação, veio o cansaço, a tristeza. Eu estava derrotada, derrotada pela irremediável apresentação à verdade.
Então é isso, vou ser uma eterna perdedora? Eu prefiro acreditar que existem outros horizontes e outras visões. E por enquanto eu prefiro enxergar o hoje, aproveitar o hoje até a última gotícula. E só. Assim daqui a 30 anos eu descubra que fiz alguma opção errada. Mas quem liga? Eu terei 30 anos de pequenas e deliciosas vitórias.
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Muito legal o texto. A melhor parte com certeza é o final. Gostei do pensamento.
ResponderExcluirUm beijo!
Que isso, hein? Sensacional!
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